Laboratório Rotacional (Inovação Sustentada)
Pensar em inovar na educação não é mais algo simplesmente a se pensar, mas a se colocar em prática. Com tantas transformações tecnológicas e sociais transformar e pensar metodologias inovadoras na sala de aula se faz urgente. Nesse intento, as discussões dessa disciplina são riquíssimas e tem contribuído bastante para essa nossa mudança de olhar sobre o processo de ensino-aprendizagem.
Voltando aos nossos questionamentos iniciais da disciplina é possível depreender que a escola, muitas vezes, tem se mantido tradicional porque ainda faltam professores que vejam a importância da formação e capacitação contínua e, principalmente, é necessário que se pense em uma formação atrelada a nosso público na escola. A capacitação só dá certo se o professor pode colocá-la em prática em seu cotidiano. Em meio a isso, estamos todos nós professores tentando, nos adaptando e criando novas estratégias de aprendizagem para uma geração de alunos que também se transforma a cada instante.
É importante salientar que inovar não significa abandonar tudo que foi feito até agora, mas sim resgatar que de bom foi feito e aprimorar isso de acordo com nosso público atual. Assim, as tecnologias servem para aprimorar e otimizar nosso trabalho em sala de aula.
O exemplo de uma boa educação é o poder de moldar atitudes sustentáveis, para um futuro e um mundo melhor. Professores devem assumir plenamente seu papel central em ajudar as pessoas a entrelaçar sociedades mais justas, pacíficas e tolerantes e permitir que os alunos melhorem suas habilidades de resolução de problemas, uma vez que se aplicam em práticas reais em oposições apenas teorias de aprendizagem.
O ensino precisa estar em constante evolução. A educação de qualidade evolui, muda com o tempo e é transformada de acordo com as ocasiões igualitária, econômica e ambiental. Necessita ser localmente definida e culturalmente adaptada para que se obtenha o domínio e o desempenho da educação na elevação de valores e atitudes de cidadania responsável no desenvolvimento criativo e emocional.
A aprendizagem como modelo de conexão é fundamentada em uma perspectiva construtivista de educação de qualidade, inovação baseada na premissa que os objetivos educacionais são atingidos e os propósitos cumpridos aperfeiçoando os alunos de hoje, para ter que enfrentar a complexidade dos desafios futuros e para a sustentabilidade global.
É possível pôr em prática estratégias que ajudem os alunos a observar as complexas conexões entre questões locais e globais, apreciar sistemas tecnológicos, envolver-se em investigações evidenciadas. Quanto mais prática os alunos tiverem, será mais simplificado para eles enfrentar os problemas do mundo real de hoje, maior será a probabilidade para eles conseguirem resolver os problemas que enfrentarão no futuro.
Uma das estratégias que pode ser colocada em prática está relacionada ao modelo de Laboratório Rotacional, que é aquele em que há uma rotação entre a sala de aula e os laboratórios de ensino online, pode ser uma ferramenta de grande ajuda no processo de aprendizagem, pois possibilita que sejam desenvolvidas aulas mais dinâmicas e participativas de forma a promover a interação do aluno com seus colegas e professor e também com o conteúdo. Dessa maneira, o aluno desenvolve mecanismos mais eficientes para compreender os conteúdos, uma vez que está inserido em um ambiente mais contextualizado e com possibilidade de fazer sua própria pesquisa.
Acredita-se que esse tipo de ensino faz a diferença na construção do cidadão e nós, professores, estaremos cumprindo nosso papel de transformar uma visão fechada de mundo de nossos alunos, ampliando seu desenvolvimento pessoal, cognitivo e profissional.
Nesse sentido cabe inferir que as metodologias utilizadas em sala e a dinâmica das aulas devem ser reavaliadas e adaptadas à realidade dos alunos contemporâneos e uma das formas de mudar o cenário atual das escolas é inserindo as tecnologias, como na rotação entre sala de aula e laboratórios de ensino online, visando uma inovação na educação. Com diz Morán, 2015, “O que a tecnologia traz hoje é a integração de todos os espaços e tempos” e “ Essa mescla, entre sala de aula e ambientes virtuais é fundamental para abrir a escola para o mundo e para trazer o mundo para dentro da escola”, por isso a tecnologia é inovação e possui um histórico de inovações, e deve ser usada para dar mais autonomia aos discentes e agregar valores no processo de ensino aprendizagem.
Quanto a inovação há dois tipos básicos – sustentada e disruptiva – que seguem diferentes trajetórias e levam a diferentes resultados.
Inovação Sustentada – Inovações sustentadas ajudam organizações líderes ou inovadoras a criarem melhores produtos ou serviços que frequentemente podem ser vendidos com maiores lucros a seus melhores clientes. As inovações sustentadas são vitais para um setor saudável e robusto, na medida em que as organizações se esforçam para fazer melhores produtos e oferecer melhores serviços para seus melhores clientes.
Inovação Disruptiva – essas são as que transformam produtos caros em acessíveis. As inovações disruptivas não procuram trazer produtos melhores para clientes existentes em mercados estabelecidos. Em vez disso, elas oferecem uma nova definição do que é bom – assumindo normalmente a forma de produtos mais simples, mais convenientes e mais baratos que atraem clientes novos ou menos exigentes. Com o tempo, elas se aperfeiçoam o suficiente para que possam atender às necessidades de clientes mais exigentes, transformando um setor.
O termo inovação disruptiva, é utilizado para definir o dispositivo ou o serviço que surge para simplificar ou revolucionar outro já existente. Por exemplo, a fotografia digital, em comparação com a analógica, é uma tecnologia disruptiva, assim como o telefone em relação ao telégrafo e a televisão surgindo após o cinema. Muitas vezes, essa inovação torna o produto mais acessível às massas.
Ainda falando de inovações a laboratório rotacional, a inovação sustentada ajuda organizações líderes ou inovadoras a criarem melhores produtos ou serviços que frequentemente podem ser vendidos com maiores lucros a seus melhores clientes. Elas servem aos consumidores existentes de acordo com a definição original de desempenho — ou seja, de acordo com o modo como o mercado historicamente definiu o que é bom.
Os modelos de Rotação por Estações, Laboratório Rotacional e Sala de Aula Invertida seguem o modelo de inovações híbridas sustentadas. Eles incorporam as principais características tanto da sala de aula tradicional quanto do ensino online. Os modelos Flex, A La Carte, Virtual Enriquecido e de Rotação Individual, por outro lado, estão se desenvolvendo de modo mais disruptivo em relação ao sistema tradicional.
Um exemplo do laboratório Rotacional é quando num momento específico eles recebem uma ordem e fazem o rodízio, nesse momento eles vão para o laboratório e sentam-se em computadores individualmente, onde trabalharão online.
O modelo de laboratório Rotacional se assemelha bastante com o modelo de rotação por estações, notando que a diferença da rotação por estações é que os alunos fazem rodízio no contexto de uma sala, enquanto que no laboratório rotacional eles vão até o laboratório que está localizada em outra sala onde terão seu aprendizado on line, ou seja, no modelo rotação por estações acontece tudo dentro da própria sala de aula com tablets ou notebooks sem precisar que os alunos saiam para irem até o laboratório que se encontra em outra sala na escola.
Na nossa escola, como não temos tablets e nem notebook, a estação por rotação ocorria dentro do laboratório todas as estações, com mesa de estudo e mesa de produto final, os alunos eram separados em grupos, mas na mesma sala.
Defende-se que há necessidade de inovar na educação, logo algumas metodologias podem ser sugeridas, como o uso das redes sociais para trocas e interações a respeito da disciplina, é possível a criação de páginas no Facebook, Instagram, de modo a promover uma interação entre docentes e discentes, divulgação de trabalhos realizados, por exemplo, poemas da aula de literatura, mapas e imagens de satélites das aulas de geografia. O uso de smartphones na sala para criar vídeos, fotografias, o GPS para aulas de localização, o Google Maps para quem tiver acesso a internet ou como sugestão de atividade a ser realizada em casa, dentre outras várias possibilidades.
Sendo assim, a partir de todas as ideias apresentadas anteriormente, compreendemos que, atualmente, é essencial tentarmos trazer inovações para as nossas aulas no cotidiano escolar. Ademais, muitas são as possibilidades de metodologias que podem utilizar tecnologias, ou mesmo, não realizar um trabalho apenas tradicional, mas um trabalho que construa mudanças significativas de aprendizado para a vida do aluno. Para isso, José Moran (USP), no vídeo sobre metodologias Ativas nos orienta sobre a importância em envolver o aluno, problematizando e questionando-os sobre as tarefas realizadas. É interessante escutar o aluno, refinar ideias, aprender fazendo, testando e reavaliando, como aponta Moran. A partir de metodologias inovadoras, poderemos nos atualizar sobre os perfis de nossos alunos atuais de forma a atender as demandas dessa geração e, assim, fazer com que aprendem ativamente.
O cenário educacional está em constante mudança , entender as problemáticas acerca destas novas abordagens que estão influenciando metodologias de ensino é de extrema necessidade para que a escola consiga desenvolver e acompanhar estas mudanças. Embora importante ressaltar que existem semelhanças entre as salas de aula híbridas e as propostas de interação e aprendizagem , sendo que ambas precisam se adequar à práticas educacionais que priorize o aprendizado, incluindo a formação de equipes que tenham perfil autônomas em relação à salas de aula tradicionais, favorecer a inovação, em que as novas exigências de desempenho.
Esta proposta de ensino, não estará tão cedo à realidade educacional, uma vez que as estruturas e padrões tradicionais precisam buscar soluções que agregam a proposta voltada para a educação face as mudanças que já ocorreram ao longo da trajetória da educação no paí, em que traz um olhar à frente, para o futuro pois, se ao comparar a sala de aula de ontem e a de hoje, com o advento da tecnologia e das ferramentas atuais dentro deste contexto como o smartphone, redes sociais e computadores pode - se perceber as mudanças e avanços frente às novas modalidades de ensino.
Referências
CHRISTENSEN, Clayton M. HORN, Michael B.; STAKER, Heather. Ensino Híbrido: uma Inovação Disruptiva? Uma introdução à teoria dos híbridos. 2013.
INSTITUTE CHRISTENSEN. Disponível em: <https://www.christenseninstitute.org/publications>. Acesso em: 13 de abr de 2018.
LABORATÓRIO ROTACIONAL. In: Experimentações de Ensino Hibrido. Disponível em: <http://camilaensinohibrido.blogspot.com.br/p/laboratorio-rotacional.html>. Acesso em: 13 de abr de 2018.
MORAN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. PROEX/UEPG, 2015, Disponível em <http://www.uab.ufjf.br/mod/folder/view.php?id=654122>. Acesso em: 09 de abr de 2018.
Ensino hibrido. Uma ação disruptiva. /www.pucpr.br/wp-content/.../10/ensino-hibrido_uma-inovacao-disruptiva.pdf.
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